Publicado em Artigos, Liturgia, Música, Novas ideias, novas experiências

Tudo a seu tempo


Sabiamente, porque inspirada pelo Espírito Santo, a Igreja viu a necessidade de organizar um calendário através do qual pudéssemos vivenciar com intensidade o Mistério Pascal de Cristo, eixo da liturgia.

Mais que um simples calendário, o ano litúrgico – como é denominado o ano da Igreja -, é composto por dois grandes ciclos: Páscoa e Natal, intermeados pelo Tempo Comum (sobre os quais nos propomos a falar profundamente, aos poucos, a cada postagem). Atualmente, o ano litúrgico é representado por um espiral vertical indicando uma ascensão: à medida que peregrinamos nesta terra, sobretudo a partir da vida litúrgica na comunidade de fé, somos elevados e nos aproximamos cada vez mais da Jerusalém celeste, liturgia eterna.

Cada tempo é distinto e possui características próprias, tem determinada estrutura, assim como os nossos dias, as estações do ano, as fases da lua… Por isso é importante seguir o que a Igreja orienta para que possamos fazer a experiência do encontro com o Ressuscitado, razão da nossa fé. Exemplifico: estamos no tempo do Natal e é essencial que cantemos os cantos que lhe são próprios, pois ajudam a revelar o mistério celebrado: a encarnação do verbo, uma vez que o canto é parte integrante da liturgia (SC 112). Não é propício cantar “qualquer canto” mesmo se estes forem relacionados à Nossa Senhora, que teve um papel importante na história da salvação, mas que não é o eixo da liturgia. Para tanto, existem as datas próprias das festas de Nossa Senhora e ainda assim, celebramos o mistério de Cristo da vida de sua mãe e não o contrário!

A nossa liturgia é dinâmica! Ainda bem, porque se fosse sempre a mesma coisa, não teria graça. Sim, a graça que se desenvolve em nós, não é algo estagnado. Mas infelizmente, por falta de conhecimento, ou por querer somente servir para ser visto, alguns fazem da liturgia o palco da sua vida, para uma realização pessoal. Lamentável, pois a música litúrgica está a serviço da liturgia.

Ouçamos o que o Espírito diz à Igreja: ser igreja é servir sem querer benefícios próprios, afinal, vive-se em comunidade, tudo deve ser colocado em comum inclusive os ministérios litúrgicos. Para isso, é indispensável a formação litúrgica.

Redigido e Postado por: Bárbara Mendes Adamo

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